Poética

Os primeiros exercícios composicionais realizados por mim no curso de Música - Licenciatura da Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT, já indicavam uma discursividade musical incoerente que tendia ao caos.

As duas primeiras obras compostas durante as disciplinas Estética e Etnomusicologia ministradas pelo professor Dr. Roberto Victorio, efetivaram o que chamo de poética caótica ou discurso musical do caos.

Durante algum tempo e, principalmente, durante a composição da obra Requiem para os pássaros mortos em abril, busquei a coerência discursiva musical que tendeu sempre ao fracasso.

Dada a inquietude gerada por essa busca frustrada, durante o ano de 2014, a minha producão entrou em "hibernação", voltando a se dispertar em 2015, com o início da composição de algumas obras, dentre elas Meditação de um quase... e Canções seriais, ambas para flauta doce e piano (podendo serem executadas em Marimba), dedicadas ao Duo Brasil.

Reafirmando a adjetivação da minha própria obra, não busco uma semelhança, tampouco aproximação aos "clichês" - embora eles existam - tento fugir deles, buscando cada vez mais, o discurso caótico e incoerente por meio da incompletude de ideias.

Daí surge a minha ideia basilar da POÉTICA DA INQUIETUDE, onde busco por meio da criação musical dialógica, dar sentidos as minhas ações estéticas ativas, em constantes movimentos cronoexotópicos responsáveis.

 

Em relação à artesania das palavras, gosto de escrever narrativas. Alguns textos escritos estão publicados na página Pá-de-palavra. São contos, contículos (narrativas concisas que têm no máximo 12 linhas, que podem ser corridas ou não) e poemas. A minha preferência é por escrever narrativas. Quando escrever poemas, normalmente escolho formas livres, isso quer dizer que quando chamo um poema de soneto, definitivamente, ele não é um soneto. 

 

Cao Benassi

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